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Prêmio Atendimento de Ouro anuncia resultado

Publicado em 17/03/2010 por Redação

O dia a dia corrido de agentes, atendentes e operadores dos SACs às vezes pode surpreender – até mesmo quem recebe a ligação do que seria apenas um procedimento de rotina. ABRAREC apresenta atendentes de call centers que se destacaram em suas atividades

A ABRAREC (Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente) teve a iniciativa de contemplar esses jovens que trabalham nos call centers de todo o Brasil, fazendo da empatia o motivo de ajudar e ir além, e para isso contou com o apoio da TIM, que coloca a qualidade no atendimento ao cliente como prioridade estratégica. A operadora, que recentemente anunciou a implantação de um sistema inédito de remuneração variável, que permite atrelar a remuneração dos parceiros de call center à qualidade no atendimento, desenvolve ações de incentivo aos profissionais que trabalham na linha de frente com o consumidor.

Juntas, ABRAREC e TIM, promovem a segunda edição do Prêmio Atendimento de Ouro, após a análise de vários casos de sucessos nos calls centers de todo o País.

Pioneiro em valorizar os atendentes que, por meio de sua atuação, obtiveram um retorno positivo do cliente, o Prêmio Atendimento de Ouro busca mostrar o lado engajado, proativo e fundamental deste profissional com importante atuação para a economia do País. Na maioria das vezes, são jovens entre 18 e 24 anos iniciando sua carreira profissional. Antes de se tornarem agentes, eles recebem aulas de informática e comunicação, incluindo de língua portuguesa.

Para a inscrição, era preciso seguir os critérios estabelecidos no regulamento. O Comitê de Ouvidoria da associação contou com profissionais de diversas empresas renomadas para julgar os cases recebidos. “O intuito foi o de encontrar, no meio de tantas histórias, aquelas que realmente superaram todas as nossas expectativas”, comenta o diretor-executivo da ABRAREC, Stan Braz.

Vale ressaltar que a operadora TIM, como patrocinadora, não participou do concurso. Outra demonstração clara da lisura do Prêmio é que os cases foram julgados pelo Comitê de Ouvidoria sem que os nomes das empresas participantes fossem conhecidas pelos jurados. “A imparcialidade é fundamental para garantirmos resultados mais justos”, explica Braz.

O caso que conquistou o primeiro lugar foi o da atendente Laiana Santos Oliveira, da Contax (empresa que também foi premiada ano passado) e se refere a um atendimento de SAC. Laiana relata que em meio ao caos da cidade sem energia elétrica, ela recebeu a ligação de uma senhora desesperada. A cliente respirava com a ajuda de aparelhos e, sem luz, corria risco de morte. “Ela chorava muito e mal conseguia falar”, relata a atendente que, diante da situação, pediu ao supervisor para entrar em contato com o setor responsável. Enquanto a empresa providenciava ajuda, a operadora conversava com a senhora a fim de acalmá-la. Em pouco tempo o atendimento chegou para prestar auxilio.

O segundo lugar foi para Rafael Borges, da Atento Brasil e se refere à categoria de atendimento a clientes. Sem saber a quem recorrer, a cliente ligou para o call center pedindo ajuda: seu carro havia quebrado, tarde da noite, em um lugar isolado. Ela estava com o filho de dois anos, com a garantia do veículo vencida e sem seguro. Não tendo mais recursos aos quais recorrer, o funcionário decidiu checar o contrato e conseguiu abrir uma exceção, autorizando o socorro da consumidora, que teve seu carro guinchado e foi levada até a sua residência.

Já o terceiro lugar ficou com Roselaine Araújo da Silva, da J.Macêdo S/A (fabricante nacional de farinhas domésticas e misturas para bolo, dentre as quais se destaca a marca Dona Benta), e relata não um drama, mas uma história de amor. Um bolo com sabor de chocolate com pimenta marcou o início da relação da cliente com seu marido. Para comemorar o sexto aniversário de casamento, a mulher queria preparar o bolo para relembrar o gostinho do primeiro encontro. A atendente, ao ouvir a história, resolveu ajudar e acionou outros departamentos num complexo processo de negociação para atender a esta peculiar solicitação, já que o produto não estava mais no mercado. Com o envolvimento de outras áreas, a atendente solicitou à cozinha experimental que estudasse a possibilidade de criar uma receita para reproduzir a mistura lançada há seis anos e entregá-la à cliente. A iniciativa, a pró-atividade e a empatia com o pedido da cliente, mais do que o resultado positivo da ação, garantiram o terceiro lugar à Roselaine.

Para Braz, essas são histórias que surpreendem e, muitas vezes não divulgadas, merecem o reconhecimento. Os vencedores serão anunciados no Dia Internacional do Consumidor, 15 de março, e terão seus cases publicados na revista Consumidor Moderno.

 

Ações do documento

Últimos comentários:

Ponto de Vista

Enviado por Patrícia em 13/05/2010 14:30
Que bom que uns poucos operadores ainda se salvem neste Setor, porque sabemos que este fato relatado é extremamente raro, principalmente porque na sua maioria saimos desacreditados, inseguros e preocupados com as solicitações de serviços que demandamos a estas Empresas de Call Center. Até temos uma legislação adequada, porém sem uma cobrança mais impetuosa e agressiva, de nada adiantará, continuaremos a entregar nossas solicitações nas mãos de operadores despreparados, sem o menor equilibrio emocional, não os culpo em parte porque na sua maioria (cerca de 85%)trata-se de primeiro emprego.
Infelizmente é um Setor que não acredito, não confio e todas as vezes que preciso, me irrito aos extremos porque eles só sabem repetir as mesmas coisas, não tem atitude ou pro-atividade em resolver, afinal o problema não são deles, pra que se preocupar.
Tudo que preciso fazer para não entrar em contato com um call center faço, até pagar mais, nos casos de alguma irregularidade. Por que sinceramente é desepcionante.

o outro lado da moeda

Enviado por Miriam em 08/07/2010 16:15
Nós Operadores "na sua maioria saimos desacreditados, inseguros e preocupados com as solicitações de serviços que nos são confiadas pelos Srs. Clientes", sabedores que somos internamente que as Empresas, via de regra, não oferecem soluções reais, não são flexíveis nem permitem pro-atividade aos profissionais de callcenter, exigindo padronização no atendimento, mesmo que isto signifique "não ouvir o cliente", nem atender as legítimas e reais expectativas dos mesmos. Tenho mesmo colegas que passaram pela desmoralização de serem obrigados a mentir, "dourar a pílula" e/ou desligar o telefone com a consciência pesada, sentindo empatia pelo cliente mas sendo obrigados a seguirem as regras. Procurem os Srs. Clientes conhecer a realidade dos profissionais de CallCenter, os péssimos salários, o tratamento desumanizante, os muitos processos (principalmente por assedio moral) no MT. Quem sabe se através de pressão da opinião pública, esta profissão passe a ser melhor regulamentada e valorizada, com remuneração mais digna e seres humanos mais gratificados em ambos os lados do telefone !

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