Engajar o colaborador é preciso
Executivo da Accenture, durante palestra no Conarec 2011, fala sobre os desafios de selecionar e formar talentos
“Os desafios de selecionar, treinar e formar talentos engajados à causa e valores da empresa” foi tema de palestra de Rafael Toledo sênior manager da Accenture.
No Brasil hoje há apenas 6% de desempregados. Esse dado transparece a dificuldade do RH nos dias atuais de selecionar bons profissionais. “Os conhecimentos técnicos hoje são escassos e reter um colaborador depende de inúmeras variáveis”, afirma Toledo.
Nesse contexto, quem gerencia os talentos tem um papel fundamental não só na contratação, mas no engajamento do profissional às causas e valores da empresa. “Existe uma relação forte entre talentos e satisfação do consumidor. É preciso que as empresas entendam isso”, considera.
Pesquisa apresentada pelo executivo revela que para 43% dos consumidores resolver sua solicitação no primeiro contato é fundamental. Para 28% o que conta é a rapidez da resolução e 27% se importa com a qualidade das respostas dadas pelos colaboradores.
Ciclo de vida dos talentos
Segundo o executivo há quatro momentos principais que devem ocorrer no ciclo de vida dos talentos dentro das organizações. “O primeiro passo é a atração dos bons profissionais, aí é que se começa a vender a causa da sua empresa”, revela.
Claro que a forma de procurar depende da função que ele vai desempenhar. Depois disso, segundo ele, é preciso que o colaborador entenda a natureza da atividade que vai prestar. “É preciso definir claramente como vou desenvolver, treinar e acompanhar resultados, dar feedbacks”, afirma.
Outro ponto importante é reconhecimento e recompensa que precisa ser demonstrado. Aqui, Toledo chama atenção para necessidade de haver programas formais de reconhecimento.
A retenção também faz parte desse ciclo. “Claro que haverá rotatividade, mas há alguns talentos críticos que fazem a diferença para a minha estratégia que precisam ser retidos”, afirma.
O conceito de Proposta de Valor para o Empregado deixa transparecer que hoje se engajar à causa vai muito além da remuneração. “Ela começa pela individualização dos profissionais, e eventualmente oferecer benefícios diversificados que atendem a necessidade de cada um”, conta.
Geração Y
Toledo deixa claro que os profissionais mudaram e a chamada geração Y é uma prova disso, já que ela tem demandas especiais. “O RH precisa atrair pessoas com os valores da empresa”, conta.
Depois disso, disseminar e nos treinamentos relembrar a cultura da empresa. “Na Accenture os líderes enviam emails com situações lúdicas que acabam orientando e reforçando as cremças e valores das empresas”, afirma Toledo.
Case Natura
O executivo apresentou o case de seleção da Natura que tem um programa de formação de trainees. “A empresa valoriza a sustentabilidade, protagonismo, autoconhecimento, então quando eles abriram o processo seletivo, ela queria que o candidato tivesse aderência a cultura da empresa e não da marca, por isso eles não identificaram que aquele programa era para a Natura”, finaliza.

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