Quem é você?
ClearSale e Crivo explicam como funciona o reconhecimento de vendas em canais não presenciais e defendem: a maioria dos clientes são idôneos, e eles são o foco
Pedro Chiamulera, presidente da ClearSale, começa sua palestra com a seguinte pergunta para uma pessoal da platéia: “Na Internet, como posso saber que você é você?”. Respostas como e-mail pago e muitos anos de moradia no mesmo endereço foram dadas como certas, mas na prática, a verificação é muito maior.
As empresas, para evitarem clientes fantasmas, as conhecidas fraudes, acabam por cruzar diversas informações antes de lhe dar crédito e permitir uma conclusão de venda. Rodrigo Del Claro, diretor de Vendas e Marketing da Crivo, revela que as informações falsas são computadas por fraudadores logo no fase de cadastramento, e é também aí que a análise de dados deve iniciar.
“Hoje nós podemos buscar mais informações no mercado, cruzamos telefone com número do CPF, com endereço, e depois conferimos de novo. Se precisar, fazemos perguntas de informações que o usuário não nos deu, para saber se ele é ele mesmo”, detalha Rodrigo.
Atualmente, apenas 3% das solicitações de crédito representam ataques de tentativa de fraude. “Nesse pequeno percentual, nós conseguimos bloquar quase 95%. Ou seja, as fraudes, mesmo danosas, representam uma parcela pequena do mercado”, afirma Bernardo Lustosa, diretor de Inteligência da ClearSale.
As informações dadas por Bernardo sustentam o conceito seguido tanto por seu Pedro como Rodrigo, o foco tem de ser os bons clientes, imensa maioria. “A gestão de fraude tem de ser vista como marketing. Precisamos enxergar os consumidores idôneos e tratá-los bem, não como bandidos, com excesso de perguntas e restrições. Ele quer comprar, e nós temos que ajudá-los”, finaliza Pedro.

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