Atendimento com charme: Mulheres são maioria no setor
Empresas de Call Centers no Brasil já têm 84% de suas vagas ocupadas por mulheres, metade dos cargos de gerência também estão em mãos femininas.
O setor de atendimento ao cliente, como muitos outros do mercado, também se rendeu ao charme feminino. Atualmente 84% dos agentes de atendimento são do sexo feminimo, sendo que 66% ocupam cargos na monitoria, 73% atuam na supervisão, 67% coordenam atividades e 50% gerenciam os call centers. Os dados provêm do levantamento realizado pela E-consulting para ABRAREC (Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente).
Foi constatado, ainda, que a faixa etária das mulheres contratadas pelas empresas de call centers, variam entre 24 a 37 anos, e que o nível de escolaridade é variável, sendo que 68% possuem o segundo grau completo e 31%, nível superior. O cargo que tem mais funcionários formados no terceiro grau é a coordenadoria com 77%.
O setor fatura algo em torno de 17 bilhões de reais por ano e emprega mais de um milhão de pessoas. De acordo com o presidente da ABRAREC, Roberto Meir, a atração e sucesso das mulheres no setor se deve a vários fatores. “O horário flexível de apenas 6 horas, a calma e atenção para ouvir os diferentes casos, rapidez e eficácia em resolver os problemas dos clientes”, explica.
A atuação feminina não é uma novidade desde os primórdios do setor de atendimento. Pelo menos é o que aponta a literatura do setor. Pesquisas longínquas apontam que a história do call center começou com a participação das mulheres. Em 1964, uma montadora contratou cerca de 15 mil donas-de-casa que ligavam para uma lista de pessoas a fim de pesquisar o interesse na compra de carros. Hoje, no mundo todo, 71% dos atendentes são mulheres, segundo pesquisa da Universidade Cornell.

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