Responsabilidade social, um desafio
Foi-se o tempo em que as empresas existiam como ilhas voltadas para si próprias. Os empresários de outrora costumavam importar-se em atender sem grande esforço à demanda do mercado por produtos ou serviços, investir o mínimo possível para manter seus próprios colaboradores e não se preocupar com os impactos, muitas vezes negativos, provocados pela corporação sobre a sociedade e o meio ambiente. Por sorte, nossa sociedade evoluiu, e praticamente eliminou o espaço aberto à atuação de empresas que não são responsáveis
É evidente que para uma empresa ser considerada responsável, é preciso investir recursos, tempo, planejamento e esforço dedicado a atender a tudo aquilo que se espera de uma corporação. Uma corporação tem melhor potencial de ser bem-sucedida em suas ações responsáveis quando atua na sua proximidade: seja nas comunidades das localidades, bairros ou cidades onde está presente; ou entre o grupo de pessoas formado por seus funcionários, colaboradores, fornecedores e seus familiares.
Assim, as ações responsáveis podem inclusive valorizar o patrimônio humano das corporações, como é o caso dos investimentos em programas de capacitação, formação, treinamento e atualização de seus profissionais. Outra possibilidade é a oferta de cursos para jovens e adultos das comunidades que envolvem a empresa. Eventualmente, parte dos beneficiados pode vir a compor os quadros funcionais da empresa.
A BDO, por exemplo, em parceria com várias empresas e entidades, comanda o projeto social T&D, que atende a 140 jovens de 16 a 19 anos de São José dos Campos (SP), oferecendo gratuitamente capacitação profissionalizante básica nas áreas de administração, contabilidade, tributos e finanças. O objetivo da iniciativa é capacitar esses jovens, melhorando suas perspectivas pessoais e de suas famílias, além de preparar profissionais para a própria empresa e parceiras.
Atuar responsavelmente exige investimentos, mas o retorno em prestígio, reconhecimento, sentido de participação, percepção de resultados e até em benefícios efetivos à própria empresa é sempre muito superior a qualquer valor monetário que possa ser envolvido.
Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil

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