Setor amplia oportunidades para portadores de deficiência no mercado de trabalho
Sintelmark realiza parceria setorial e estimula empresas do setor a desenvolver projetos específicos para este público
Com o objetivo de incentivar iniciativas de responsabilidade social, como a contratação de portadores de deficiência para atuar no mercado de Call Center, o Sintelmark (Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos) destaca para as empresas a importância de, além de contratar, investir no aprimoramento pessoal e profissional desse público. Antes mesmo da criação da Lei 8.213 instituída em 1991, muitas empresas já tinham programas de incentivo para contratação de pessoas portadoras de deficiência. Após seu vigor, as empresas foram enquadradas em destinar 5% da cota de suas vagas para portadores de deficiência.
Com a proposta de contribuir, principalmente, com a inserção do portador de necessidades especiais no mercado paulista de Call Center, o Sintelmark dá andamento em parceria com a Rede Avape, cuja missão é promover as competências de pessoas com deficiência para proporcionar autonomia, segurança e dignidade no exercício da cidadania. “Sabemos que este público é capaz de realizar diversas atividades. Contudo, é preciso oferecer capacitação para que se tenha sucesso na função exercida. Estamos comprometidos a abrir oportunidades de emprego para efetivar essa importante transformação social”, esclarece Stan Braz, diretor presidente executivo do Sintelmark.
Atuante no mercado de Call Center, a Uranet aposta nesse segmento desde 2003. Em parceria com a AACD (Associação de Assistência à Criança), AVAPE (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais) e AEB (Associação Evangélica Brasileira) criou o Projeto de Atendimento Especial, com o objetivo de incentivar a inserção do portador de necessidades especiais no mercado de trabalho.
A ideia consiste na contração de portadores de deficiência para trabalhar em sistema home office. Ou seja, a empresa disponibiliza computador, sistema operacional e internet para que esses “Atendentes Especiais”, como são chamados, possam trabalhar de suas casas. Depois da carga horária de seis horas cumprida, o colaborador tem livre acesso para usar o computador e internet para estudos ou lazer, isso faz com que ele seja inserido no universo digital.
Para Silvana Fraraccio, diretora de Controladoria da Uranet, além de questões legais, a empresa tem consciência da responsabilidade social, por isso uniu as ideias em favor daqueles que muitas vezes não são vistos pelo mercado. “Para quem depende de uma cadeira de rodas, o processo de locomoção para trabalhar é exaustivo e desestimulante, esse profissional acaba desistindo de seus objetivos”, declara a executiva.
Posicionada entre as cinco maiores do país no segmento de Contact Center, a TMKT ingressou nesse segmento há um ano com o Programa de Valorização da Diversidade Humana e já comemora resultados com pessoas beneficiadas pelo projeto. O objetivo da empresa é incluir em seu quadro de colaboradores portadores de deficiências intelectuais. Esse programa tem o apoio de instituições como a Apabex (Associação dos Pais Banespianos de Excepcionais), Sociedade Pestalozzi de São Paulo e Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho.
Para Cida Carvalho, gerente de relações humanas da TMKT, lidar com a deficiência intelectual é mais delicado que com a deficiência física, que já é mais comum o mercado de trabalho, pois requer mais cuidados no relacionamento com os envolvidos no programa. “O sucesso deste trabalho depende da capacitação dos participantes, da correta alocação dos profissionais em cada área de acordo com seu perfil e, principalmente, do acompanhamento dos deficientes no cotidiano”, comenta.

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