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Por que há escassez no mercado profissional?

Publicado em 03/05/2010 por Gilberto Wiesel

Muito se ouve falar sobre o perfil que deverá ser característica do trabalhador do futuro. Dinâmico, inovador, atencioso e extremamente tecnológico. Então, se todos conhecem e sabem que esta é a tendência no mercado, por que um grande número de empresas se depara com problemas na hora de contratar o colaborador?

Segundo pesquisa realizada pela Manpower, empresa líder mundial no segmento de serviços em recursos humanos, com 39 mil gerentes e diretores de RH de 33 países, 30% deles afirmaram que encontram dificuldades em preencher as vagas disponíveis em suas empresas. Para eles, o principal motivo dessa preocupante demanda é uma forte escassez de talentos. Já na America Latina, 36 % dos empregadores relacionam esse fato à falta de mão-de-obra qualificada. 

Mas, se pensarmos em dinheiro para investir em desenvolvimento e tecnologia necessária para se inovar, podemos afirmar que existem em abundância esses recursos no mundo. Então, o que impede a existência de pessoas capacitadas para liderar esses bens? Como revelado no estudo, faltam empreendedores capacitados para atender a essa necessidade do mercado. Por que não temos mais profissionais, como o empresário Eike Batista, no comando de empresas? O brasileiro acaba de ser incluído no seleto grupo do capitalismo global, ao lado de ilustres como o americano Bill Gates, criador da Microsoft, e o mexicano Carlos Slim, dono de um empreendimento de telecomunicações.  

Desta forma, se analisássemos o perfil empresarial de Eike, talvez assim entendêssemos essa falha na área de recursos humanos. São poucos os que cultivam características iguais a do empreendedor. Inovador, dinâmico, audacioso e ousado. Cada uma dessas qualidades foram colocadas em prática pelo empresário, com muita inteligência. Além de captar recursos na Bolsa de Valores, Eike empenhou-se em criar novas empresas de óleo e gás, logística, mineração e construção naval, sem nunca perder de vista o custo e retorno deste investimento.

Para o empreendedor que deseja ganhar espaço e reconhecimento, é preciso estar atento não só a própria empresa, mas ao mundo que a rodeia. Possibilidades de apostas em outras áreas podem significar uma expansão territorial significativa para o empreendimento. Elaboração de estratégias para retomada de crescimento econômico pode ser umas das prioridades para aquele gestor que pretende alavancar seu negócio. 

Alguns profissionais tendem a se esquecer de que o rendimento da empresa também depende de fatores externos. Esses líderes precisam ir atrás de alternativas que atendam as necessidades de sua instituição. Permanecer na inércia enquanto empresas à sua volta crescem, não fará com que você lidere algum índice de vendas. É preciso criar novos caminhos para seus empreendimentos e entender que eles só chegarão a um destino grandioso se o guia estiver preparado para a caminhada.

Entender que o espírito empreendedor é o principal fator de produção nesta nova ordem econômica mundial, tende a ser o que diferencia um empresário de um Eike Batista. Assim, muitas empresas criaram, junto ao seu departamento de recursos humanos, ações para reter talentos em suas instituições. Mas, para que isso aconteça, eles precisam encontrá-los.

Gilberto Wiesel é empresário, administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É escritor, conferencista e diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa

 

Ações do documento

Últimos comentários:

escassez no mercado profissional

Enviado por Elisabete em 13/05/2010 14:30
Quando comecei a ler o texto achei que o assunto focasse de fato no que acontece hoje no mercado profissional, principalmente de call center. Mas o que observei foi que o nome do empresário Eike Batista se repetiu por diversas vezes e se a idéia era usá-lo como exemplo de empreendedor, poderia citar tantos outros homens e mulheres de negócios que dirigem as empresas no nosso país.

Escassez no mercado de trabalho

Enviado por Margarida em 20/05/2010 17:42
Concordo com vc, Elizabete. Papai Eliezer Batista, foi presidente da maior mineradora(Vale do Rio Doce) e aí tudo começou. As empresas nos jogam pela janela quando mudam seus diretores. Esquecem o quanto já batalhamos e estudamos e, aí vem aquele prejuízo no final do ano nos setores que foram por nós ocupados. Parece-me que o autor do texto é um teorico. Falar é muito fácil. Vamos a luta. É bem diferente, claro que presisamos primeiro de toda essa teoria.
 

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