Empresas ainda longe de cumprir o Decreto
Pesquisa do Procon de São Paulo, indica que a maioria das empresas consultadas estão longe de atender às novas exigências do Decreto 6523, que entra em vigor no próximo dia 1º de dezembro
Na semana que vem, empresas de setores regulamentados pelo governo - telefonia, tv por assinatura, bancos e financeiras, companhias aéreas, seguradoras, energia elétrica e planos de saúde - deverão se adaptar ao que pede o Decreto 6523. Pensando em qual será o panorama encontrado pelo consumidor, o Procon pesquisou empresas de todas essas áreas e encontrou alguns problemas e boas notícias para os clientes dessas empresas.
O Procon apresentou 14 itens exigidos pela lei, solicitando às empresas que respondessem um questionário com "apto a atender" ou "inapto". Na média, as companhias atendem a 70% das exigências.
No setor de TV por assinatura, os serviços da TVA e da SKY foi considerado ótimo, já a NET afirmou estar preparada para atender apenas a 40% das norma. Do mesmo jeito, a Telefônica é outra empresa que preocupa o Procon, já que está apta em apenas 30% dos 14 itens pesquisados. Outro setor preocupante, de acordo com a pesquisa, é o de Planos de Saúde, que apresentou baixo número de respostas "apto a atender".
Diversas empresas - Azul Linhas Aéreas, Ocean Air, Itaú Saúde, Pró-Saúde, Blue Life, Porto Seguro, Cartão Da Casa, Losango, Panamericano, Finasa, Bradesco, Mercantil, PSA, Banco Ford, Banco GM, CTBC, Caixa Econômica Federal (CEF) e Vivo - não responderam ao questionário e muitas delas aparecem na lista de empresas mais reclamadas no Procon-SP.
Outras, como a Eletropaulo, Trasmontano, Golden Cross, Unimed, Cartão Carrefour e Banco BMG, chegaram a enviar suas respostas, mas fora do prazo estipulado pelo Procon, por isso tiveram seus questionários desconsiderados.
Quem descumprir alguma das normas estará sujeito a multas que podem chegar a R$ 3 milhões.

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