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Lei do SAC começa a surtir efeito nas empresas

Publicado em 11/03/2009 por Redação

Pesquisa da ABRAREC aponta que já foram investidos cerca de R$ 1 bilhão em melhorias, além de mais de 100 mil novas contratações

Lei do SAC começa a surtir efeito nas empresas

Call Center Atento - divulgação

A nova lei do SAC já completou três meses e, mesmo ainda estando em um período de “adaptação”, muita coisa já mudou.
É claro que o caminho a ser percorrido é longo, mas o Decreto-Lei nº 6523/08, mais conhecido como Lei do SAC, aumentou a confiança do consumidor. Essa foi a percepção identificada no levantamento realizado pelo Portal Call Center a pedido da ABRAREC (Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente) para verificar se as empresas estão cumprindo as novas regras exigidas pelo decreto.

De acordo com dados da ABRAREC, já foram investidos cerca de R$ 1 bilhão em melhorias, além de mais de 100 mil novas contratações. “Além de melhorar a qualidade do atendimento, a nova Lei do SAC contribuiu para a economia do País, já que gerou novos postos de trabalho”, explica Roberto Meir, presidente da ABRAREC e especialista internacional em consumo e relacionamento com o cliente.

Realizado durante o mês de janeiro, o levantamento analisou o atendimento de 90 empresas de todos os setores regulamentados, respeitando os seguintes critérios: número gratuito, tempo de espera, opções no menu, atendimento a deficientes auditivos, dados cadastrais e ligações completas.

Diante dessas premissas, os setores que mais se destacaram por cumprirem à nova lei foram as seguradoras, planos de saúde, bancos e cartões de crédito. Por outro lado, as empresas de telefonia fixa ou celular, energia elétrica, TV por assinatura, transporte aéreo e terrestre ainda não conseguiram adequar o atendimento às novas regras.

O levantamento apontou que a maioria das empresas (95%) cumpriu o requisito de ligação gratuita e disponibilizou um 0800 para os clientes, mas algumas ainda têm números pagos e outras companhias internacionais não aceitam ligações do Brasil.

Acertos e falhas

Recorde de reclamações dos clientes, o tempo de espera no SAC das empresas diminuiu bastante, e dentre as empresas pesquisadas, 46 delas transferiram a ligação para um atendente em menos de um minuto. Apenas a Telefônica, a Brasil Telecom e a Cemig demoraram mais de cinco minutos para atender a ligação; a TAM demorou três minutos, e as restantes transferiram em até dois minutos.

Uma outra reclamação, além do tempo de espera, é quanto à cobrança das ligações efetuadas por clientes que buscam os SACs. Segundo o decreto, qualquer tipo de ligação seja ela móvel ou fixa, não pode ser cobrada do cliente. No entanto, GOL/Varig, Emirates, SKY, Telefônica Digital, Avimed, e a maioria das empresas terrestres não aceitam ligações via celular, só se forem pagas.

Entre as opções mais requisitadas pelos clientes que procuram os SACs estão os cancelamentos e a de falar com atendente, e por isso, elas devem estar disponíveis no menu eletrônico. Durante a pesquisa, 23 das 90 empresas transferiram a ligação diretamente para o atendente. Somente a Cemig, Copel, Viação Mil e Um e Rápido Ribeirão Preto não disponibilizam a alternativa ‘cancelamento’ aos clientes. A Telefônica, por sua vez, não possui estas opções, mas utiliza o sistema de reconhecimento por voz, em que o cliente deve falar o que deseja para ser atendido.

Dentre todas as regras, a única que obteve sucesso absoluto, apesar de ser facultativa, foi o atendimento a deficientes auditivos, que é feito pela internet, ou seja, via chats, e-mails ou formulários disponibilizados nos sites.

Quando questionados, os clientes indicaram que suas maiores dificuldades e perplexidades sobre o atendimento nos SACs foram a queda de ligações (ligações incompletas) e a exigência de dados cadastrais antes do atendimento. Mas isto é coisa do passado. Com exceção da Oi, todas cumpriram as exigências do regulamento. Nas empresas Credicard Citi, TAM, Net, Telefônica, Vivo, Claro, Brasil Telecom,GVT,CTBC e Medial esta já é uma realidade.

Muitas empresas, por sua vez, defendem que o tempo de adaptação foi pequeno e que as multas, em caso de descumprimento, são incabíveis, já que variam de R$ 201 mil a R$ 3 milhões, conforme prevê o Código de Defesa da Consumidor.  Além disso, as premissas para aplicá-las não são claras e podem levar à falência muitas corporações.

“O fato é que apesar dos ajustes a serem feitos, o resultado da regulamentação está sendo positivo”, afirma Meir. "Precisamos acabar com o estigma de que todas as empresas prestam maus atendimentos e que não se preocupam com os clientes. Há muito por se fazer, mas é incontestável de que os resultados mostram que já avançamos bastante”, finaliza.

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Últimos comentários:

reclamação

Enviado por Alice em 20/04/2009 13:55
Pedi uma linha de internet 3g com velocidade de 600kbps em dezembro de 2008, recebi em fevereiro de 2009, sendo que a conexão mais parece de internet discada, já liguei várias vezes para a Brasil telecom e quando, depois de vários minutos em espera,por várias vezes ao dia para tentar ser atendia, eles tranferem para o setor responsável e dizem apenas que dentro de 15 dias estará resolvido o problema.Além disso na segunda conta foi-me cobrado assinatura no valor de 10,50, sendo que no pedido do mesmo deixaram claro que não seria cobrado nada além de 76,24 mensais...
Não consigo sequer ser atendida por eles para tentar resolver meu problema.
Além disso meu telefone é da empresa vivo e me cobram todas as ligações feitas para 1053.
Onde está o cumprimento da lei?

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