Telefonia lidera reclamações no Procon
Setor é responsável por 62% das reclamações no Procon-SP, registradas durante os dois meses de vigência do Decreto 6523
De 2040 reclamações registradas no Procon-SP, em relação a problemas com o cumprimento da lei do SAC, 62%, ou seja, 1260 são relativas a empresas de telefonia. No segundo lugar, com 9%, aparece o setor de TV por assinatura.
A Telefônica, maior operadora de telefonia do Estado de São Paulo, aparece no topo das reclamações, com 25% das denúncias. Operadoras de telefonia móvel, como Claro, Vivo e Tim, também se destacaram pelo alto número de registros.
Apenas em janeiro, o Procon-SP recebeu 800 denúncias, 44,4% a menos que em dezembro. Para Carlos Coscarelli, assessor-chefe do Procon-SP, "está ocorrendo uma evolução da adequação das empresas à nova regulamentação" .
A demora no atendimento e transferência para um atendente aparece no topo das reclamações com 71% dos registros. 47% são em relação à ligações interrompidas e 46% sobre ter que relatar o problema para mais de um atendente. Grave, para Coscarelli, "é que 25% denunciaram que o problema não é solucionado em até cinco dias".
Até o momento, o Procon-SP fez 35 autuações e está intensificando a fiscalização com a volta dos monitoramentos dos Call Centers pelos fiscais do órgão. De acordo com Coscarelli, todas as empresas autuadas entraram com recursos contra as multas e a decisão sobre o assunto só sairá em março.
"A tendência é que as multas se mantenham. Os próprios fiscais foram os responsáveis pelas averiguações e tiveram tolerância em alguns pontos. Se houvesse tolerância zero, já teríamos muito mais autuações", revela Coscarelli.
O Procon-SP estuda conversar com o Ministério da Justiça sobre a possibilidade de outros tipos de ações serem usadas para evitar que as empresas não se adequem às novas leis.

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