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Gestor: Não basta avaliar. Seja avaliado também!

Publicado em 04/07/2011 por Evaldo J. Burcoski

Já é fato e rotina nas empresas aplicar avaliações de desempenho e acompanhamento de seus profissionais. Se na sua ainda não é, momento de sinal amarelo. É fundamental ouvir quem faz parte de seu negócio!

Sabe aquele momento do café, do almoço e qualquer outro intervalo, que os colaboradores se reúnem e fatalmente comentam algo que não gostaram ou até mesmo avaliaram como bom na companhia? Essa é uma excelente informação para melhorias. Mas não faça como muitos, que ficam “infiltrados” nesses grupos e repassam a informação. Não!

Seja transparente e saiba que a lealdade começa com quem é o principal interessado! Você!

Prova dos benefícios dessa iniciativa são as melhorias em ações de bem-estar e qualidade, além de oportunidades de novas funções, promoções e até na rotina da corporação.

Em pesquisa divulgada pelo DataFolha, realizada com cerca de 3000 jovens entre 18 e 24 anos, satisfação e relevância social são tão importantes quanto dinheiro na hora de escolher qual carreira seguir.

Mas, o que muito gestor ainda não se deu conta – posso dizer que a maior parte deles – é que além de avaliar, é preciso também saber ouvir a própria avaliação. Todos nós, por mais que tenhamos anos de empresa, precisamos saber onde melhorar, quais pontos são reprovados pelos colaboradores e o que tem sido favorável para somar à corporação. É o que chamamos de Avaliação 360 graus.

No início, se esse não for o costume e política da empresa, haverá normalmente um certo desconforto por parte do colaborador. Mas, com a freqüência e também aplicação recorrente deste modelo, os profissionais já terão pontos anotados e os benefícios serão notórios.

Cabe ao gestor enxergar que esta é uma avaliação PROFISSIONAL e que, da mesma forma que ele avalia seu colaborador, para um bom andamento das ações cabe ao mesmo deixar a porta aberta para que o profissional também possa ser voz ouvinte. Ou melhor, ouvido aberto!

Em ranking divulgado no início do ano, na imprensa, cinco fatores chamaram a atenção como principais prioridades para os profissionais de Recursos Humanos em 2011: desenvolvimento de liderança e pessoas; cargos e salários; plano de carreira e sucessão e, retenção / gestão de talentos. Então, o que acha de aprender a ouvir seu colaborador e a valorizar a voz que durante intervalo revela entre um colega e outro os pontos positivos e negativos da empresa? Toda informação, seja ela boa ou ruim deve ser aproveitada para regar a árvore e colher frutos futuros.

Ouvidos atentos e mãos à obra!

Evaldo J. Burcoski é diretor da Humanus, empresa especializada em soluções e serviços para Gestão de Capital Humano

 

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