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A Importância do trabalho de equipe para a longevidade da empresa

Publicado em 12/05/2011 por Valdivo Begali

O trabalho de equipe dá longevidade à empresa ao preencher as lacunas de habilidades que todo empresário apresenta e assim estruturar a sucessão e a perpetuação dos negócios. Mas tem que ser implantado enquanto há tempo

Grande número de empresas têm uma curta sobrevida após a aposentadoria ou falecimento do empresário. O motivo é que os sucessores diretos não possuem as mesmas habilidades do fundador. Os filhos do Pelé não jogam bola, os de Roberto Carlos não cantam e os de Fittipaldi não pilotam. Nas empresas não é diferente, com algumas exceções.

As histórias de Américo Emílio Romi, Francesco Matarazzo, Assis Chateaubriand, Salvador Arena (Termomecânica), Olavo Setúbal (Itaú), Samuel Klein (Casas Bahia), Leon Feffer (Suzano) e Silvio Santos dão uma idéia do tamanho da paixão que turbinou esses gigantes. Além de destemidos, foram mestres em avaliação de risco e pensavam na viabilização de objetivos da empresa o tempo todo. Sabe-se que foi comum a essas pessoas geniais vararem a noite em suas oficinas e escritórios, solitários, avançando na construção de suas visões.

Ao darmos uma segunda olhada na lista dos heróis acima, notaremos que nem todos deixaram um legado empresarial longevo, como a história mostrou ter sido os casos de Matarazzo e Chateaubriand. Pelos episódios relatados pela mídia nos últimos tempos, intui-se igualmente que a sucessão nas empresas de Samuel Klein e Silvio Santos é um tanto incerta.

A pergunta que sobressai é: o que coloca esses gigantes em dois grupos distintos, os que deram sobrevida às suas criações empresariais e aqueles que não conseguiram tal feito?

A resposta está na profissionalização e no genuíno trabalho de equipe da empresa. A profissionalização implanta a divisão de funções, a definição de regras de funcionamento da empresa, a fixação de metas e critérios para medição de desempenho e sedimenta um solo fértil para uma sucessão positiva. A profissionalização contrata gestores segundo critérios técnicos. Por fim, a profissionalização requer a implantação de controles internos exercidos por pessoas idôneas e de extrema confiança dos donos, atividade essa indelegável. 

Mas a profissionalização não será suficiente se não houver trabalho de equipe, como fica evidente nos esportes: há times formados por astros de primeira grandeza que não vencem, por falta de uma liderança que promova a confiança, desperte o interesse genuíno da equipe e trame, junto com ela, os objetivos almejados, os meios a serem empregados, e a recompensa na vitória.

O trabalho de equipe, ainda, aumenta a sobrevida à empresa ao resolver as lacunas de habilidades que todo empresário apresenta - uns são bons na área comercial, mas gestores financeiros descuidados; outros são criadores fantásticos mas não gostam da execução, e assim por diante. Ao atribuir a outros membros da equipe funções que não são do seu gosto ou pendor, o empresário torna sua empresa mais eficiente e dilui riscos.  

Mas vale o alerta: o trabalho de equipe tem que ser implantado enquanto há tempo, com o empresário à frente do negócio.

Valdivo Begali é fundador da Cia de Planejamento e atua como consultor em gestão empresarial há dez anos

 

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