Call center controla tempo no banheiro
Uma empresa na Noruega controla o tempo que seus funcionários passam no banheiro. Se passar de oito minutos, uma luz avisa aos superiores que ele está "enrolando"
Até que ponto chega a falta de respeito com o funcionário. Um call center norueguês controla quanto tempo seus funcionários passam no banheiro e, no caso de ficarem mais de 8 minutos, uma luz avisa seu supervisor. E não é só isso, o controle também vale para pausas para fumar ou atender ligações pessoais.
De acordo com o jornal The Telegraph, a empresa, a seguradora DNB, afirma que o uso da tecnologia visa, apenas, garantir que todas as chamadas serão atendidas, e não controlar o funcionário.
Sindicatos e agentes do governo consideram o uso da tecnologia "extremamente invasiva" e criticam a posição da empresa.
Outra empresa norueguesa, no ano passado, obrigou suas funcionárias a usarem uma pulseira vermelha quando estiverem menstruadas, para justificar a ida mais frequente ao banheiro.
Claro, isso não é exclusividade dos noruegueses, no Brasil, diversas empresas já foram multadas por restringir a ida ao banheiro de seus funcionários, inclusive com o TST não considerando abusivo por parte da empresa tal controle.
Esta semana, uma funcionária da São Paulo Contact Center (SPCC) perdeu sua ação em que pedia indenização por ter sido submetida a restrições nouso do banheiro. Para o relator do TST, ministro Vieira de Mello Filho, "para fazer jus à indenização por danis morais, a operadora deveria comprovar que houve constrangimento, lesão à integridade física ou demonstração de que tenha sido atingida sua honra ou liberdade pessoal".
Segundo o ministro, a única exigência da empresa era de que o setor não ficasse vazio.
Fontes: TVI24 e TST

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