Call Center israelense prioriza mão de obra árabe
Apesar dos problemas da região, uma empresa do setor aposta na contratação de mão de obra árabe. Agentes são fluentes em árabe, hebraico e inglês
Dois executivos israelenses montaram uma empresa na região da Galiléia (norte do país) com mão de obra predominantemente árabe-israelense. Há três anos Imad Telhami e Dov Lautman fundaram a Babcom, uma empresa de call center, com trabalhadores árabes-israelenses que tinham perdido seus empregos ou não achavam ocupação.
Telhami, ele próprio árabe-israelense, era gerente numa empresa têxtil que fechou e seu chefe era Dov Lautman. Em anos de trabalho conjunto, eles perceberam que os trabalhadores árabes-israelenses constituem mão de obra muito qualificada, treinada em informática e fluente em três idiomas (árabe, hebraico e inglês). “Cerca de 80% das mulheres árabes israelenses estão desempregadas e isso não acontece porque elas querem”, diz Telhami.
A Babcom emprega 220 pessoas e está crescendo; já atende grandes empresas israelenses está prestes a assinar contrato com uma empresa de telefonia americana.

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