Gaúchos querem bom atendimento
Pesquisa levantou que os consumidores de Porto Alegre querem ser bem atendidos. Só depois é que pensam no preço que irão pagar por um produto ou serviço
Quem quiser entrar no mercado dos porto-alegrenses, precisa conhecer os resultados do estudo elaborado pela TNS InterScience com exclusividade para Associação Brasileira de Relações Empresa-Cliente(ABRAREC) junto com a revista Consumidor Moderno, do Grupo Padrão.
A pesquisa baseou-se em sete itens e a população de Porto Alegre deu sua opinião sobre as empresas que mais os respeitam. Os quesitos utilizados foram: atendimento; qualidade dos produtos e/ou serviços; preço; propaganda ética, séria e comprometida; responsabilidade social e compromisso com o meio ambiente; e monitoria da satisfação dos clientes por meio de pesquisas.
Para conquistar os consumidores gaúchos, é preciso saber recepcionar, pois 65% das pessoas consideram o atendimento o fator mais importante na hora da compra.
O preço também tem “grande peso” no bolso e marcou 53% da preferência dos porto-alegrenses. Mas não pense que por isso a qualidade é renegada: ela ficou com 48 % na opinião dos consumidores.
A surpresa foi o “salto” de 18% em relação ao ano passado que a monitoração de satisfação do cliente conseguiu e ficou com 32% da preferência dos porto-alegrenses que quer registrar suas opiniões sobre as empresas.
Os itens responsabilidade social, ambiental e propaganda ficaram empatados com 34% cada um.
Para Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo e um dos realizadores do estudo, “a qualidade que já foi diferencial, hoje é condição de competição. O que vai ser também decisivo para o cliente será a maneira como ele percebe a empresa. Dessa forma, ganha preferência aquela que mais respeita o consumidor, baseado nos atributos que ele julga essencial”, afirma.
Ivani Rossi, diretora de negócios da TNS InterScience, por meio desta pesquisa feita com os porto-alegrenses observa-se que “os consumidores consideram atendimento, qualidade e preço, como fatores básicos e essenciais em um produto. Não adianta nada a empresa realizar uma ampla pesquisa de satisfação e oferecer baixa qualidade”.
A pesquisa abrange um universo de 1250 consumidores das cidades de São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte. Dela participam homens e mulheres com mais de 18 anos, das classes sociais A, B, C e D, que escolheram 8 segmentos de maior familiaridade (das melhores empresas em 40 segmentos de mercado), por meio de entrevista espontânea.

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