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Mulher executiva: tendência crescente

Publicado em 22/11/2011 por Redação

Responsáveis por 45% da população ativa e por 38% dos domicílios, mulheres vem ganhando destaque no mundo corporativo. Pesquisa afirma que 48% dos selecionadores não levam em consideração o sexo do candidato

Segundo dados do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres representam 45% da população economicamente ativa e são responsáveis por 38% dos domicílios (no ano 2000, eram 25%) do país. E a presença feminina vem ganhando destaque no universo corporativo: de acordo com a pesquisa Datafolha, o número de mulheres na "média gerência" é cada vez maior. Dos 56 profissionais de RH ouvidos, 48% dizem que o gênero do candidato é indiferente nas seleções para cargos de gerente -- mais que o dobro do apontado há cinco anos (23%). Em cargos de supervisão e coordenação, o número foi de 36% para 63%.

E, mesmo que a mulher ainda sinta uma certa pressão em provar que tem as mesmas competências que os homens na carreira executiva, o cenário está, cada vez mais, a favor das profissionais, a exemplo da Silvana Fraraccio, sócia e diretora de controladoria da Uranet Projetos e Sistemas, especializada em soluções para contact center. Única mulher dentre os sócios da empresa, Silvana lembra que, há vinte anos, quando fundaram a empresa, passou por diversas situações com clientes e fornecedores que mostraram claramente o preconceito com a mulher executiva. “Muitas vezes, no primeiro contato em reuniões antes das apresentações, imaginavam que eu era a secretária. Isso porque na época não era muito comum termos mulheres nas diretorias de empresas.”

Entretanto, a executiva acredita que a sociedade atingiu um nível de maturidade que tornou possível entender que a mulher tem tanta capacidade de ocupar cargos de responsabilidade como o homem. “Na prática, a mulher tem até certas vantagens em relação ao homem em vários aspectos como organização, produtividade, capacidade de percepção e de exercer várias funções ao mesmo tempo. Mas acho que, o que falta na maioria, é uma maior ousadia para competir no mercado de trabalho, evidenciando melhor sua capacidade e aceitando desafios sem medo de competir, porque só ganha aquele que compete”, avalia Silvana.

“E, se hoje, ainda existe a questão das mulheres ganharem menos do que os homens, é porque passamos centenas de anos com as mulheres trabalhando em casa e só uma minoria delas se arriscando no mercado de trabalho. Então, somente de forma gradativa é que a sociedade vai se acostumando e se adequando à realidade atual. Mas é evidente que o fato de hoje o Brasil ser comandado por uma mulher ajuda muito nesse processo”, pontua a executiva.

Segundo ela, o mais importante é o mercado saber usufruir, da maneira mais produtiva, as diversidades comuns entre homens e mulheres. “Não é o sexo da pessoa o fator determinante para se atingir os resultados. Tudo depende do esforço, do comprometimento e da capacidade do profissional. O que eu sinto é que a mulher e o homem têm formas diferentes de lidar com determinados assuntos, de resolver um problema ou conduzir um trabalho. O que não desmerece nenhum dos lados, pelo contrário, se completam”, finaliza Silvana.
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